UNIMED É ALVO DE NOVAS ACUSAÇÕES POR NEGAR MEDICAMENTOS A PACIENTES COM CÂNCER: “UMA CONDUTA INACEITÁVEL”, DIZ ADVOGADA
Crescem em todo o país as denúncias de pacientes com câncer que afirmam ter tido seus medicamentos negados ou atrasados pela Unimed. Casos envolvendo tratamentos urgentes e prescrições claras têm chamado atenção de profissionais da saúde e especialistas em Direito Médico, que classificam as negativas como um risco grave e desnecessário à vida.
Segundo relatos enviados ao portal, a demora na liberação de terapias essenciais tem causado angústia em pacientes e familiares, que veem a doença progredir enquanto aguardam respostas da operadora.
Relatos apontam negativas mesmo com prescrição médica
Familiares afirmam que, apesar de apresentarem toda a documentação necessária — incluindo relatório médico e indicação urgente —, muitos pacientes têm recebido respostas vagas, imprecisas ou simplesmente foram ignorados pela operadora.
As justificativas mais comuns incluem: “procedimento não autorizado no rol”, “pendência de parecer técnico” e “análise em andamento”. No entanto, segundo profissionais da saúde, esses medicamentos fazem parte do padrão de tratamento oncológico e não deveriam ser negados.
Advogada Natália Soriani: “A operadora está ultrapassando limites legais”
A advogada especialista em Direito Médico e da Saúde, Dra. Natália Soriani, afirma que a prática é ilegal e viola garantias fundamentais.
“Quando a Unimed nega ou atrasa medicamentos oncológicos, ela está colocando vidas em risco. A operadora não tem autoridade para substituir a indicação do médico. Isso é abuso, é ilegal e precisa ser combatido.”
A especialista reforça que os tribunais têm sido firmes contra esse tipo de conduta:
“Há inúmeras decisões determinando o fornecimento imediato dos medicamentos. O entendimento é claro: havendo prescrição, o plano de saúde é obrigado a cobrir. Negativas injustas geram indenização e liberação imediata por liminar.”
Impacto direto na progressão da doença
Oncologistas explicam que a interrupção do tratamento pode resultar em progressão acelerada do tumor, redução drástica das chances de remissão e risco aumentado de complicações graves.
Além do impacto físico, há o sofrimento emocional. Pacientes relatam sensação de abandono e desespero diante da incerteza sobre sua continuidade de tratamento.
“Não é escolha, é sobrevivência”, reforça Soriani
Para a advogada, é fundamental que os pacientes entendam que têm direitos e não podem aceitar a negativa passivamente.
“Essas pessoas não estão pedindo um benefício estético ou opcional. Estão pedindo a chance de viver. O plano de saúde tem responsabilidade social e legal. Negar tratamento oncológico é inaceitável.”
O que fazer ao receber uma negativa?
A Dra. Natália Soriani orienta os pacientes a seguirem os seguintes passos:
- Pedir a negativa formalizada por escrito;
- Reunir relatório médico atualizado e todos os exames;
- Registrar reclamação imediata na ANS e no Procon;
- Buscar socorro judicial — liminares costumam ser concedidas em poucas horas.
“O paciente não pode esperar. A Justiça tem sido extremamente rápida nesses casos, porque cada dia perdido pode custar uma vida.”
Unimed permanece em silêncio
A reportagem entrou em contato com a Unimed para comentar as denúncias e esclarecer a situação, mas não houve retorno até a conclusão desta matéria.
Debate nacional se intensifica
Diante das recorrentes denúncias, cresce a cobrança por maior fiscalização e punições para operadoras que negam tratamentos vitais. Organizações de pacientes e especialistas defendem que práticas abusivas não podem continuar impunes.
Como conclui a advogada:
“A vida do paciente precisa estar acima de qualquer burocracia. Saúde não é mercadoria.”
