EUA endurecem combate ao narcotráfico e rotulam gangue colombiana como terrorista
O governo dos Estados Unidos anunciou uma das ações mais rigorosas já adotadas contra o crime organizado latino-americano. Ao classificar uma gangue da Colômbia como organização terrorista, Washington amplia significativamente seu poder de atuação contra redes criminosas transnacionais.
A decisão reforça a visão de que o narcotráfico deixou de ser apenas um problema policial e passou a representar uma ameaça direta à estabilidade regional, à economia e à segurança internacional.
Critérios utilizados na classificação
Autoridades americanas afirmam que o grupo apresenta características típicas de organizações terroristas: uso da violência como instrumento político, controle territorial, financiamento ilícito e capacidade de influenciar comunidades inteiras.
“Não se trata apenas de drogas, mas de poder e dominação social”, afirma Richard Hall, ex-assessor do Departamento de Segurança Interna.
Consequências imediatas
A classificação permite congelamento imediato de ativos, sanções econômicas internacionais e cooperação ampliada entre forças de segurança de diferentes países.
Risco de reações violentas
Especialistas alertam que a medida pode provocar retaliações da gangue, especialmente em áreas onde o grupo mantém forte presença.
Um novo modelo de enfrentamento
A decisão pode servir como precedente para que outras organizações criminosas sejam tratadas sob a mesma ótica, ampliando o conceito de terrorismo no cenário internacional.
“O crime organizado global está cada vez mais próximo do terrorismo clássico”, avalia Camila Rojas, analista de segurança.
O movimento sinaliza uma intensificação da cooperação internacional e uma redefinição das estratégias de segurança na América Latina.
