Incêndio em Crans-Montana: velas de champanhe sob suspeita
Um incêndio durante a festa de Réveillon em Crans-Montana, Suíça, deixou dezenas de mortos e mais de uma centena de feridos. Autoridades investigam o uso de velas pirotécnicas em garrafas de champanhe como causa provável.
Declarações oficiais
- A procuradora-geral Beatrice Pilloud afirmou que as velas estavam muito próximas ao teto, iniciando o fogo.
- O comandante da polícia Frédéric Gisler disse que outras hipóteses ainda são consideradas, mas as imagens reforçam a versão das velas.
- Vídeos de sobreviventes mostram o teto pegando fogo segundos após o uso das velas.
O cenário da tragédia
O bar Le Constellation recebia cerca de 200 pessoas na madrugada de 1º de janeiro. O ambiente fechado e com teto baixo tornou-se rapidamente um espaço de risco. Testemunhas relatam que o fogo se espalhou em segundos, dificultando a evacuação.
“A música continuava, e muitos só perceberam quando a fumaça tomou conta”, disse um sobrevivente.
Impacto internacional
- O governo italiano confirmou cidadãos entre as vítimas.
- A União Europeia e países vizinhos enviaram mensagens de solidariedade.
- A tragédia reacendeu debates sobre segurança em casas noturnas, lembrando episódios como a boate Kiss (Brasil, 2013) e a discoteca Station (EUA, 2003).
Riscos conhecidos
Especialistas alertam que velas pirotécnicas não deveriam ser usadas em ambientes fechados.
- “Esses artefatos são projetados para espaços abertos. Em locais com teto baixo, o risco é imediato”, explicou um engenheiro de segurança ao jornal suíço Le Temps.
- A tragédia expõe falhas de fiscalização e necessidade de protocolos mais rígidos em eventos festivos.
Próximos passos
- Conclusão do laudo técnico sobre o ponto inicial do fogo.
- Verificação de licenças e normas de segurança do bar.
- Possível responsabilização criminal de organizadores e responsáveis.
- Emissão de recomendações públicas para reforçar medidas preventivas em eventos.
