Irã promete resposta militar direta aos EUA e coloca bases americanas na linha de fogo
O Irã voltou a endurecer seu discurso contra os Estados Unidos e deixou claro que não aceitará qualquer tipo de ofensiva militar sem reagir de forma imediata e contundente. A advertência foi feita pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, que afirmou que bases e navios militares americanos espalhados pelo Oriente Médio se tornariam alvos diretos em caso de ataque.
Em pronunciamento oficial, Qalibaf declarou que uma ação dos EUA ultrapassaria todos os limites diplomáticos. “Se a agressão acontecer, as forças armadas iranianas responderão sem hesitação, atingindo as posições militares americanas e os territórios controlados pelo regime sionista”, afirmou, em referência a Israel.
Região sob risco de escalada militar
As declarações aumentam o temor de uma escalada militar regional, especialmente devido à ampla presença dos Estados Unidos em países estratégicos como Iraque, Síria, Kuwait, Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos.
Segundo autoridades iranianas, nenhuma instalação americana estaria fora do alcance. O alerta inclui desde grandes bases aéreas até navios de guerra posicionados no Golfo Pérsico e em áreas próximas ao Estreito de Ormuz.
Capacidade de resposta e aliados regionais
O governo iraniano sustenta que possui capacidade militar suficiente para responder em diferentes frentes. Além de mísseis e drones de longo alcance, Teerã conta com grupos aliados em diversos países da região, o que amplia o potencial de impacto de um eventual confronto.
Analistas avaliam que o discurso busca reforçar o efeito dissuasório, deixando claro que qualquer conflito não ficaria restrito ao território iraniano.
Pressão internacional e crise interna
O aumento da retórica ocorre em meio a relatos de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria avaliando cenários de resposta militar, após semanas de repressão a protestos no Irã.
Organizações internacionais de direitos humanos denunciam centenas de mortes e milhares de prisões, enquanto o governo iraniano acusa potências estrangeiras de incentivarem a instabilidade interna.
Para Teerã, as manifestações fazem parte de uma estratégia externa de enfraquecimento do regime. “Estamos sob ataque econômico, político e psicológico, e estamos preparados para enfrentar qualquer ameaça”, afirmou Qalibaf.
Israel entra novamente no discurso
Israel voltou a ser citado como possível participante indireto de uma ofensiva. O líder do Parlamento iraniano afirmou que ações coordenadas entre Washington e Tel Aviv seriam tratadas como agressão conjunta, o que justificaria uma resposta ampliada.
Especialistas apontam que a retórica iraniana também tem como objetivo desencorajar ataques preventivos contra instalações nucleares do país.
Impactos globais preocupam mercados
Um confronto direto entre Irã e Estados Unidos poderia gerar efeitos globais imediatos, principalmente no mercado de energia. O Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa do petróleo mundial, é visto como um dos pontos mais sensíveis em um cenário de guerra.
Em ocasiões anteriores, autoridades iranianas já afirmaram que não descartam restringir a navegação na região caso o país seja atacado.
Mensagem final aos EUA
Encerrando o discurso, Qalibaf afirmou que o Irã não busca um conflito direto, mas deixou claro que não aceitará intimidações militares. “Se a guerra nos for imposta, a resposta será firme, estratégica e proporcional”, declarou.
Até o momento, o governo dos Estados Unidos não respondeu oficialmente às declarações, mas fontes ligadas à Casa Branca afirmam que a movimentação iraniana está sendo acompanhada de perto.
